terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

**sistema projetivo**

Termo técnico usado por KARDINER, LINTON para designar um conjunto estruturado de atitudes e valores, comum aos membros de uma sociedade que possui um tipo de personalidade básica, projetado na estrutura dessa sociedade, e especialmente nas crenças religiosas, folclóricas etc.

Tendo então a justificativa de nosso comportamento na atual sociedade frente a monogamia, fé, caráter, inclusive comportamentos menos favorecidos como agressão, violência, entre outros.

Erika Lupianhes Lastrucci

**Projeção**

Em Psicanálise, termo que designa mecanismo de defesa pelo qual o indivíduo percebe o mundo exterior e, em particular, em outra pessoa, as características que lhe são próprias.

Trocando em miúdos: aponte o indicador a alguém e depois olhe sua mão... terá mais três dedos apontando para si mesmo..

Erika Lupianhes Lastrucci

** Deslocamento**

Termo usado para classificar mecanismo pelo qual motivação, uma emoção, se desloca de seu objeto primitivo para outro, substituto.
Fazemos isso com emoções não esclarecidas e clarificadas, pegamos estas emoções não objetivadas na consciência e deslocamos para outro alvo, enquanto não resolver-se o núcleo da emoção, não haverá dissipação do deslocamento.

Erika Lupianhes Lastrucci

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

AOS QUE NÃO NOS ENXERGAM

Oi, eu estou bem aqui na sua frente, mas você insiste em não me ver. Tudo bem, opção sua, cada um enxerga o que quer. O problema é quando você, sem ter idéia de como sou, resolve dar a sua visão sobre mim. Talvez você não se enxergue também, antes de mais nada – e assim me tire por parecida contigo. Errando completamente. Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo.Veja bem, não há o que temer em mim. Não quero nada que seja seu. E não sou nada que você também não seja, pelo menos um pouquinho.Você não precisa gostar de mim para me enxergar, mas precisa me enxergar para não gostar de mim. Ou gostar, e talvez seja exatamente isso que você tema. Embora isso não faça sentido, já que a vida é bela, justamente, quando estamos diante daquilo que gostamos, certo?Não vou dizer que não me irrita essa sua cegueira específica com relação a mim, pois faço de tudo para ser entendida. Por todos. Sempre esforço-me ao máximo para que isso ocorra, aliás; então, a sua total ignorância a meu respeito, após todo esse tempo, nós dois tão perto, mexe, sim, levemente, com a minha paciência.Se for essa a sua intenção, porém, mexer com a minha paciência, aviso que anda perdendo sua energia em besteira, pois um mosquito zumbindo em meu ouvido tem um efeito semelhante. E, se me dou ao trabalho de escrever esta carta para você, é porque sei que você também não será capaz de enxergar o que há nela.Explicando melhor: preferiria que você me esquecesse, mas até para poder esquecer você vai ter que me enxergar. Enquanto não me olhar de frente, ao menos uma vez, ao menos por um segundo, vai continuar assim, para sempre, fugindo sistematicamente da minha imagem – um escravo de mim, em fuga constante, portanto.Pode abrir os olhos, vai ver que não sou um bicho-de-sete-cabeças. Sou bem diferente de você, como já disse, mas isso é ótimo. Sou melhor que você em algumas coisas, pior que você em outras – acontece. No que eu for pior, pode virar para outrolado; no que eu for melhor, cogite me admirar. “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz...”* Sempre quis cantar isso para alguém. “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz...”*Pronto, um sonho realizado. Já estou lucrando com a nossa relação, só falta você. Basta ver o que eu posso lhe mostrar e enxergar o que eu posso ser para você.
Fernanda Young


((Provavelmente desenvolverei alguma coisa a partir deste texto, aguardem))

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

**Defesas**

Em Psicanálise nada mais é do que um mecanismo inconsciente pelo qual o EGO se dissocia de impulsos ou afetos sentidos como perigosos para a integridade do organismo.
traduzindo: o EU deixa de sentir ou tentar por uma questão mal elaborada. (L,L,Erika.)
Pois então, alguns comportamentos humanos são facilmente identificados como defesa, pois por puro medo ou até mesmo culpa o ser precisa proteger-se de si mesmo em relação afetividade.
Existem caminhos trilhados das mais variadas formas no campo da defesa, verbal, comportamental, corporal, entre outros.
O que mais chama atenção é o POR QUÊ defender-se de algo que não sabe o resultado final? O final não necessariamente é frustrante ou impiedoso. É preciso coragem para enfrentar o medo da frustração e não defender-se de si mesmo, só assim é possível tirar-se algum aprendizado da trajetória percorrida. Quem defende-se muito não colhe frutos, não consegue "desempacar" do estado do "bote da aranha" contra si e contra todos ao redor..
Fazer valer a pena é desfrutar da garantia que mesmo as frustrações são válidas em conhecimento de si mesmo.
Tente ao menos pensar nas possibilidades positivas ao invés de pensar nas negativas o tempo todo, faça uma balança mental e coloque prós e contras, e na dúvida ou no desenfreado párar frente si mesmo com defesas constântes e inadequadas: tente !
Erika Lupianhes Lastrucci