segunda-feira, 31 de agosto de 2009

**Equilíbrio**


Segundo HEIDER, um estado para o qual um sistema de relações (atitudes, sentimentos, etc) associando elementos, entre os quais indivíduos, e partindo de um estado instável de incompatibilidade entre as diferentes relações existentes, é chamado de Equilíbrio Estrutural.

A noção foi formalizada pela teoria dos gráficos. Exemplo: um amigo de meu inimigo é um amigo.


Pois então; a mistura da instabilidade dos elementos causa o desequilíbrio, formando então um caráter personificado desarmonioso em sua essência.

O equilíbrio não é facilmente atingido quando estamos relutantes em enfrentar os problemas de ordem maior em sua significância.

As demandas emergentes servem em sua importância como mecanismo de defesa para impedir o tão desejado equilíbrio em si.

Inconscientemente, bloqueamos abruptamente as relações exteriores para valorizar apenas o momento vivido atual, não tendo a percepção que este desequilíbrio faz parte de um contexto bem maior.

O trajeto para atingir esta estrutura equilibrada está em viver um dia de cada vez, sem pressa, resolvendo questões de ordem menos turbulentas ou mesmo mais turbulentas e sem a noção de sua devida importância.

Façamos o caminho da estrutura e assim, buscaremos o equilíbrio em nós mesmos, sem responsabilizar os outros por tudo aquilo está acontecendo no olho do furacão.

O olho do furacão é inatingível quando nos prendemos no maravilhoso mundo de Alice, pois nada passa de um sonho muito encantador e até turbulento, a realidade é outra. Busquemos o núcleo do tufão, não há nenhuma força (vontade, desejo, persistência) maior que a sua!

Equilibre-se!


((texto feito com muito carinho e "tentativas" ))


Erika Lupianhes Lastrucci

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Equilíbrio de Comportamentos...


Entre tantos pensamentos racionalizados podemos confiar plenamente nas emoções contidas dentro deste?

Com qual veracidade de fatos podemos calcular o quanto estamos sendo coerentes com nosso desejo íntimo de emotividade?

Pois então, desde que saibamos colocar nosso equilíbrio de forma sustentável, as respostas para as questões anteriormente feitas expandem-se em mais questões satisfatórias e não fúteis, levando em conta que somos seres pensantes.

Além do mais, temos que saber onde é ponto exato a questionar as emoções e a razão, e equiparar nosso comportamento frente a ambas, pois o descontrole do equilíbrio nos leva a respostas nem sempre satisfatórias ou eficazes.

A tentativa do equilíbrio é quem nos faz repensar a forma com a qual interagimos com nosso eu. Desde que possamos compreender e entender este mecanismo, podemos então, procurar o desejado equilíbrio entre nossos comportamentos, questionamentos e reflexões emocionais e racionais.

Questione-se e equilibre-se.


Erika Lupianhes Lastrucci

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A linha...


Dentre os passos existe uma linha imaginária...

... O antes, o depois, o agora...

Sobre o antes: não há como modificar o que ficou lá atrás, a linha imaginária não é suscetível à borrachas.... Todo o agora não necessariamente é reflexo do antes, pode ser apenas um método de negação e punição, ou até mesmo, simplesmente medo de olhar para frente sem ter como justificativa emoções traumáticas anteriores... Pode ser até questão de não aceitação por merecimento...

Já, o agora, pode ter infinitas possibilidades para o depois...mas para isso é preciso abandonar coisas ruins do antes, estaremos dispostos a traçar novos horizontes, mais ágeis em sua ativa linha de tempo e espaço? Saberemos lidar com isso verdadeiramente ou camuflaremos para ser resolvido bem depois??

Pois é... o depois torna-se o foco de nossas preocupações diante do que vivenciamos nas linhas anteriores...

Que tal desprender-se de coisas ruins que a linha tem em seu primórdio? Desprender-se do comportamento atual do não merecimento, olhar de frente o passo que deseja dar na linha em seu agora e munir-se de força para encarar sua linha no amanhã ou apenas depois de amanhã?

Esta pequena dica tem em seu conteúdo uma simples mensagem:

"não viva no passado e nem dele, ele já se foi (...); fixe seus pés no seu presente de preferência: agora; para ter depois um futuro brilhante dentro de tudo que desejas, mereces verdadeiramente e acreditas"

Não repita comportamentos passados ou comportamentos alheios do presente que não lhe caibam como bom presságio em seu futuro*


Erika Lupianhes Lastrucci

Emoções Veladas


Há quem diga que "brincadeira" é a mais pura representação do ID em sua essência.

Notemos e percebamos em nós mesmos se temos este procedimento como método.

Brincadeiras são saudáveis quando são isentas de vantagens emocionais...

Nem na ludoterapia vela-se a intenção para chegar no foco problemático do indivíduo menor que procurou ajuda juntamente com seus pais, tudo é devidamente esclarecido.

A lei de Gerson, hoje em dia; analítica e criticamente falando acaba por destronar grandes Reis, pois sempre "há um" dentre uns tantos que demosntra-se não disposto a servir de escada, apoio ou súdito.

É necessário antes de fazer uma brincadeira (emoção velada), saber para quem e porquê estamos colocando esta emoção, pois a interpretação cabe a quem a recebeu, fazendo então valer seus conceitos e tendo o direito de concluir o quê quiser.

Nada justifica nem um, nem outro. Por isso a necessidade do cuidado.

Internalizações não clarificadas são as maiores responsáveis por este comportamento, e é extremamente aconselhável prudência consigo mesmo e um suporte para decifrar o até então, indecifrável desejo de colocar-se por meio de brincadeiras.


Competição entre pessoas é muito normal, mas há de ser ao menos sério, congruente e dinâmico.

Afinidades entre pessoas também é muito normal, mas há de ser ao menos explícita e liberta.

Necessitamos compreender a rota da brincadeira quando não entendemos o porquê a fazemos...


Vá ao espelho, enxergue-se, respeite-se, não brinque consigo mesmo o tempo todo... assim poderá fazer o mesmo pelo próximo.


Erika Lupianhes Lastrucci

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Objetivo da Psicoterapia


A Psicologia é um ramo que lida com pessoas nos diferentes aspectos do seu desenvolvimento enquanto ser humano.

Portanto, a procura de uma psicoterapia; leva o mesmo a identificar-se e autenticar-se em todos os aspectos .

Muitas pessoas, hoje em dia passam por dificuldades, inclusive em manifestar-se como indivíduos ativos, pois fatores de ordem afetivo-sócio-cultural nem sempre estão equilibrados.

O real objetivo é melhorar a saúde mental do indivíduo, equilibrar seus pontos apagados em certos campos. Não existem técnicas previamente prontas, ou receitas estipuladas para uma efetiva melhora, mas sim, existe a intervenção necessária, para que a pessoa que busca ajuda amplie a compreensão de suas dificuldades e limitações em relação "sujeito-mundo", propondo recursos que auxiliem seu desenvolvimento.

Atualmente, as informações sobre a Psicoterapia, além de diversas, aparecem meio distorcidas em sua caracterização essencial, pois a população usa ainda de pré-conceito nesta área, veladamente, mas ainda existe muito receio em contar suas dificuldades a um(a) estranho(a)..

Todos os problemas emergentes precisam de espaço e tempo para que o indivíduo possa parar e pensar em como equacionar suas dúvidas e ansiedades, por isso existem profissionais da área, para lidar de forma ética e antes de mais nada, imparcial, apenas fazendo um trabalho interventivo, de apoio, um trabalho de orientação ou mesmo um acompanhamento nas dificuldades apresentadas.

Enfim, este é o real objetivo de procurar uma psicoterapia, pois temos amigos e confidentes, mas estes, não se tornam imparciais em nossos problemas... e para resolver efetivamente é necessário a imparcialidade e um vínculo altamente profissional e ético.


Erika Lupianhes Lastrucci

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

...Já ouviu o silêncio?


Em que breve instânte pôde ter o prazer de ouvir o silêncio?


" No breu de sons procuro algo a ouvir,

Mechas douradas me impulsionam a seguir

porque sei que dentro deste silêncio profundo, muito longe hei de ir...


Indo na direção do silêncio, procurando aquietar a alma, respirando dignamente num passo mais que coerente...


A leveza do andar, no silêncio deste mar, mar este que me afaga; mar este que me afoga num profundo silêncio do olhar...


Quietude é moradia, o seu lema principia, Inicia a trajetória que o corpo desconfia...


Entretanto vou buscando, nunca correndo - sempre andando, o que é justo em minha vida: meu silêncio mais que brando..."



Que este texto lhes traga a vontade de aquietar a gritaria, procurem o silêncio, pois é onde a vida inicia!!!



Erika Lupianhes Lastrucci

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Psicoterapia também para sintomas....

Nem sempre lidamos bem com sentimentos e emoções... Por vezes, nos causa sintomas dos mais variáveis possíveis, trazendo inclusive para o campo orgânico uma série de sensações desagradáveis.
Sabemos bem que enfrentar o problema gera no corpo uma série de sensações, denominados, sintomas psicossomáticos, ou seja, somatiza-se o sentimento na mente e reflete no corpo.
Pois então, como então podemos aliviar esse estranho tremor nas mãos? A ruborização exagerada da face, o suor das axilas, inclusive a necessidade incessante de ir ao banheiro? (aqui estão pequeninos exemplos do que somatizamos no corpo)...
A primeira etapa a vencer é: conscientizar-se que realmente possui alguns sintomas orgânicos de origem emocional, em seguida; tentar identificar em quais situações sente-se assim, e claro, procurar uma ajuda específica para o caso.
É altamente indicado uma psicoterapia com acompanhamento semanal para falar sobre os medos, angústias, ansiedades e tentar minorizar o sintoma orgânico e com muito sucesso quem sabe, até eliminar essas sensações que lhe tomam o corpo.
Como exemplo, falemos da timidez. A timidez é um dos sentimentos que mais se torna explícito no campo orgânico, veja; sudorese, ruborização, tremores, gagueiras, inquietude no trançar de pernas e braços e uma necessidade absurda em não olhar para o alvo que lhe faz sentir-se "tímido", para não dizer : - uma fuga incessante de mirar o alvo e ser pego por suas caracterizações explícitas....!
Enfim, caso tenha sintomas orgânicos gerados por sentimentos não esclarecidos, é justo que procure uma orientação adequada, pois abre o campo de visão que tens sobre o problema emergente.
Crie coragem e analise seu comportamento, seja calmo (a) no introspecto desta reflexão para poder concluir a necessidade real em procurar um profissional que seja instrumento facilitador frente seus sentimentos, emoções, reações latentes ou manifestas.
Procurar um (a) psicoterapeuta não significa unicamente que está depressivo, com problemas seríssimos de ansiedade ou algo do gênero pejorativo, e sim, que você pretende definitivamente OLHAR-SE, ENTENDER-SE, COMPREENDER SEUS SENTIMENTOS E EMOÇÕES, e o mais importante: que você não usa das doenças atuais (síndrome do pânico, bipolarismos,etc) para justificar aos outros absolutamente nada a seu respeito, pois está em busca de si mesmo.
Na dúvida; procure um (a) psicólogo (a)!
Erika Lupianhes Lastrucci

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

...onde estarei eu dentro de mim?


Tratando-se de "si mesmo", já párou para perguntar onde esteve por tanto tempo?

Queira saber por onde perdeu-se dentro de si...

Digo isso pois a grande maioria das pessoas se condicionam a crer que são aquilo que querem ser, mas de forma meio esquisita, porque até onde estão sendo efetivamente aquilo que intuem e almejam como espectativa pessoal e individual?

Várias pessoas ao nosso redor depositam seus sonhos e frustrações em nós, e isso acaba limitando nossa verdadeira identidade, pois a grande maioria sente medo em não corresponder às espectativas alheias. Sentem-se inclusive culpados por não serem fidedignamente o que os outros projetaram a seu respeito..

A regra básica é conhece-te a ti mesmo, pois assim os limites são colocados de forma sutil e gentil, na verdade quando nos achamos verdadeiramente dentro da gente, temos por tendência natural sermos mais fortes e firmes em tudo que se diz respeito a RESPEITO próprio e alheio.

Temos a consciência plena em satisfazer nosso EU em todos os campos da vida, desde o individual até o emocional, profissional, social, familiar; dentre tantos outros.

É de bom tom permitirmos nos encontrar. A auto confiança resplandece em nossas ações, temos muito por encontrar quando nos deparamos com aquilo que desejamos ser e somos fidedignamente.

Os caminhos trilhados ficam mais límpidos e as pedras encontradas ficam menores, pois arcamos apenas com o que somos e não com culpas ou medos por estar fazendo errado no julgamento de espectativas e frustrações do outro.

Ser autêntico depende muito de você conhecer seus gostos, suas necessidades, seus medos e limitações e tratar-se adequadamente para não deixar a vida te levar como mais um...

Fazer a diferença nem sempre é possível, pois uma andorinha só não faz verão, mas tentar fazer a diferença é mais que um passo dado ao horizonte longíquo da tua liberdade como pessoa.

Permita-se apresentar-se a si mesmo, mostre a você quem és e o que gostas, descubra todo potencial que tens em tudo que coloca sua verdade em primeiro lugar. Aprenda com a sua verdade que pelo amor tudo fica mais fácil, ame-se, esta é a mensagem.

Ame-se, respeite-se, conheça-se.

Procure saber onde foi que você se perdeu e apresente-se novamente, isso o deixará liberto.


Erika Lupianhes Lastrucci