terça-feira, 22 de setembro de 2009

***limite***

Como referir-se à limites? Ponderadamente ou despudoradamente?
(((Limite e saciedade têm correlação!!! - L.L,E.)))
Levando em conta a falta de limites interno de um sujeito, é justo afirmar que não é possível o mesmo enxergar quando está satisfeito ou não referente ao que deposita em outrém, pois o que é depositado não passa de unicamente a "FALTA".
Explicando meu ponto de vista: Um indivíduo designa sua insatisfação pessoal em outro sujeito como tentativa de resolução rápida e eficaz contra sua falta de capacidade de pontuar suas questões (das mais complexas às mais corriqueiras). Isso ocorre quando primeiramente o sujeito não impõe seu limite próprio. Estou falando aqui, de pessoas que possuem consciência sadia, com problemas emergentes, sim; mas que não possuem doenças patológicas da área mental.
Transpondo o pensamento para clínica psicoterápica: há pessoas que buscam uma ajuda desmedida, acreditam que o profissional em sua frente além de "mágico, malabarista, curandeiro, entre tantos outros codinomes"; tem por OBRIGAÇÃO "resolver" suas questões e não compreendem que, na realidade, somente com o respeito pelo limite de si mesmo isso é possível. O respeito aos seus limites é fundamental para que haja o "insight". Mas nem sempre é assim pois geralmente a carência de si mesmo gera mais insatisfação e menos saciedade de respostas ...
Indivíduos com essa falta usam dos mais "diversos meios" de se colocar frente o limite do outro, testando e afrontando descaradamente não só o seu, como o do outro. Os meios mais utilizados são: prepotência, vitimização, imposição velada e manipulação (...). Levando em conta sua dificuldade, não é levado ao campo pessoal, só é desagradável quando usam desses meios para "coagir". O indivíduo que apresenta esta característica passa desavergonhadamente por cima dos limites do outro para obter uma "falsa" satisfação de ego e uma impressão de que conseguiu transpor então, o seu limite e o do outro...
Voltando ao cotidiano: Um sujeito sem limites nunca está saciado... organicamente falando, o hipotálamo é a área cerebral responsável pela saciedade, sabemos o que acontece quem apresenta essa disfunção no hipotálamo...
Podemos então correlacionar esta informação aos comportamentos psicológicos?
Sim, podemos!... a saciedade emocional depende de "freio" interno e não de limites externos...
Antes de exigir é preciso ter limites, saber colocar-se em seu lugar sem invadir a satisfação ou insatisfação alheia... Sem extrapolar a linha que divide você do outro, sem idealizar que suas questões são melhores e mais importantes do que as do outro, ...
Por isso tudo postado tenho uma recomendação: não é preciso colocar os outros em seus devidos lugares a prioridade é colocar-se.. ( o outro entende quando nos colocamos sem que precisemos verbalizar ou pontuar)...Também economizamos energia mental, canalizamos o limite em nossas próprias ações e comportamentos, estando em seu espaço único e intransferível é muito difícil haver desapontamentos, frustrações e irritabilidade.
Assim entendo o que é limite!
Erika Lupianhes Lastrucci

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